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quinta-feira, 13 de março de 2014

NA HORA "H"

      AS VÁRIAS PERGUNTAS DA HORA DO PARTEJAR.

Reflexões...

Acho muito compreensível o medo que as pessoas (homens e mulheres, médicos e leigos) têm do parto normal. Este medo com certeza é do parto sofrido, dolorido, com muitos procedimentos e sem nenhum respeito que inevitavelmente temos que encarar em alguns serviços (ou até em cidades inteiras, como a minha). Ontem fiz um encontro de pais sobre plano de parto... me sentiu meio ridícula quando explicava os procedimentos de rotina, para que eles eram usados, porque deveriam ser evitados e depois terminava com "mas é a rotina dos hospitais".


Como conseguir um parto respeitoso? Como evitar procedimentos evitáveis? Como garantir a segurança e a vitalidade da mãe e do filho sem precisar se submeter a humilhações e exposição do corpo e da alma? Como convencer e sensibilizar os profissionais a não se anestesiarem frente à dor, à mulher nua expondo sua intimidade e sua fragilidade? Como explicar ao pai que ele não poderá entrar na sala de parto, porque lá já tem gente demais, falando demais, e atrapalhando demais?
Parece-me muito difícil... as vezes impossível...

Para a mulher que está parindo hoje não interessa que faremos treinamento em breve, que em breve o acompanhante poderá assistir o parto, que em breve a sala de pré-parto não será um corredor, com profissionais apressados cumprindo nada mais que o seu dever! Ela precisa disso hoje... cada dia que passa é um dia perdido, são várias e várias mulheres humilhadas com a exposição de seus corpos e com a indiferença frente à sua dor! Estamos atrasados, cada vez mais atrasados, não avançamos ainda um milímetro em direção ao parto humanizado.

ANGÚSTIA...

Admiram o meu trabalho, me sinto grata e lisonjeada por isso, mas me sinto nadando contra a maré..

Eu falo baixo e calmamente, mas as vozes conversando no corredor me desconcentram. Me preocupo em manter o ambiente confortável, a posição confortável, a iluminação mais intimista, a ansiedade controlada, o acompanhante orientado... mas cada vez que consigo deixar a mulher "centrada" e saio, quando volto encontro tudo como antes... como se a gente arrumasse um armário com cuidado e quando voltasse lá está tudo bagunçado novamente.
Acho que alguns destes profissionais precisam de treinamento, sensibilização, educação. Outros precisam  ver que o discurso é diferente do ato, e que pequenas atitudes do dia a dia fazem diferença para AQUELA MULHER...

Sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

ARQUIVO/POSTAGEM: PROFESSOR/PESQUISADOR: NONNATO RIBEIRO
Material/Postagem: www (REDE MUNDIAL)

O DIA DO PARTEJAR NA ESCOLHE E NEM ESPERA...


             MULHER NÃO É ATENDIDA E DÁ À LUZ NO GRAMADO DO HOSPITAL

                          Uma mulher de origem indígena deu à luz no gramado do Centro de Saúde de San Felipe Jalapa de Diaz, no México, após ter seu atendimento negado pelos médicos do hospital, segundo a imprensa local. O caso aconteceu no dia 2 de outubro, e é investigado pelas autoridades, segundo o jornal “La Razón”. De acordo com testemunhas citadas pela publicação, Irmã López Aurélio, de 28 anos, foi ao hospital durante a madrugada do dia 2 após perceber que estava em trabalho de parto. 
                          Inicialmente, os funcionários informaram que havia pouco pessoal para o atendimento aos pacientes, devido a uma greve parcial, e que não poderiam admiti-la. Sem falar espanhol, a mulher não conseguiu explicar sua situação, e não foi atendida.

  
                         Ela e o marido ainda continuaram por algumas horas no hospital, aguardando que ocorresse a troca de turno de enfermeiros e médicos, na esperança de que alguém os atendesse. Já pela manhã, Irmã percebeu que o nascimento de seu terceiro filho se aproximava. Segundo o "La Razón", ainda sem atendimento, ela foi para o pátio do hospital e deu à luz na grama, ajoelhada. A criança caiu no solo, sem ninguém para ampará-la. 

                         O jornal relata que apenas após o nascimento os funcionários do hospital se mobilizaram e atenderam a indígena e seu filho, que foram levados para dentro do centro de saúde. A criança é um menino, que nasceu saudável e passa bem. Autoridades locais investigam o caso. Funcionários da clínica sugeriram que a barreira linguística dificultou a comunicação e levou a uma confusão e à falta de atendimento, segundo o jornal mexicano. O secretário de saúde do estado de Oaxaca German Tenorio, disse que a dificuldade de comunicação não justifica a negligência médica. Ainda de acordo com o “La Razón”, pelo menos outros dois casos semelhantes já foram registrados no centro de saúde. 

                                                                     Quarta-feira, 09 de outubro de 2013.



ARQUIVO/POSTAGEM: PROFESSOR/PESQUISADOR: NONNATO RIBEIRO
Material/Postagem: www (REDE MUNDIAL)

A ARTE DO PARTEJAR DA ÉPOCA



               O PARTO QUE NÃO PERTENCE À MULHER


                      
                    Em qual parto a mãe mantém contato com o próprio corpo?


No dia da criança, estive em SP para um evento organizado pelo Instituto Alana sobre Criança e Consumo, onde não só pude aprender muito, como também tive o privilégio de conhecer várias mães blogueiras. Entre elas estavam Kalu e Renata, que são algumas das vozes por trás do incrível Mamíferas. Como o excelente nome do blogue já indica, elas são árduas defensoras do parto natural, da amamentação prolongada, da maternidade por apego, e de tudo que, num mundo utilitarista e apressado como o nosso, é visto como radical.

  
Pois é, vivemos num país em que dizer que o parto natural é melhor para a mãe e o bebê é visto como radical. Em que o senso comum insiste que o único do parto possível é a cesárea. Isso, além de absurdo, vai contra o que recomenda a Organização Mundial de Saúde, que só considera cesárea aceitável em 15% dos casos, e não em 85%, como ocorre no Brasil.

Em agosto eu, que optei por não ser mãe, virei titia pela primeira vez. Meu irmão e minha cunhada insistiram que queriam um parto natural, humanizado. Foi dificílimo não pelo parto em si (feito na água), mas pelo desafio em encontrar um médico que tivesse essa mentalidade. Eles passaram por oito médicos e tiveram de peitar o plano de saúde, que não queria pagar o parto natural. Um desses médicos disse a minha cunhada: "Você só precisa se preocupar com o enxoval; o resto, deixa comigo". Tem jeito maior de excluir uma mulher do seu próprio corpo?

 É disso que Nanda, que atualmente vive em Maceió e tem seu próprio blogue, mas é parte atuante do Mamíferas, fala neste guest post, que publico com grande orgulho. Discutir gravidez e parto e tantas outras coisas mamíferas são definitivamente assuntos feministas, que só não têm mais espaço por aqui porque me falta a experiência. Mas, pessoalmente, apoio todas as causas dessas mães tão "radicais". Aprenda com o post da Nanda (eu aprendi muitão).
Embora não haja consenso na comunidade científica, há fortes evidências de que as sociedades primitivas eram matriarcais. Isso me parece bem óbvio, afinal, as mulheres sempre foram as geradoras de nova vida, e não pareceria tão óbvio o papel dos homens neandertais nessa reprodução vital. A mentalidade matriarcal sobreviveu muito bem enquanto a raça humana permaneceu nômade, mas foi só ancorar-se em um lugar para que tudo mudasse.

 
O surgimento da propriedade privada foi uma dessas mudanças, que veio lado a lado com o patriarcado. Isso transferiu o papel da mulher de líder a uma simples perpetuadora dos genes masculinos, para que a propriedade adquirida com tanto esforço não se perdesse nas gerações futuras.


Mas veio uma era, e foi-se uma era, e o homem ainda não controlava a vagina. Ele poderia tomar a mulher para si, enxertá-la de sementes, mas quem gerava e pária continuava sendo a mulher. E o parto continuou cercado da aura feminina: as parteiras eram sempre mulheres (e esse comportamento repete-se nas sociedades tribais não inseridas na cultura majoritária), e homens eram proibidos no momento do parto até muito recentemente.


Até que veio a rainha Vitória da Inglaterra. Provavelmente não a primeira mulher, mas o primeiro registro de um parto em posição de litotomia -- deitada, com as pernas abertas para o médico e o rei serem testemunhas daquilo que os homens por muito tempo foram proibidos de presenciar. Não é preciso ser médico ou blogueira de maternidade para entender que dar à luz deitada dói muito mais, basta um conhecimento prévio sobre como a gravidade funciona. Não à toa, a rainha Vitória também nobilizou o parto com anestesia.

Antes da anestesia, já existia a cesárea. Abrir uma mulher ao meio quando na verdade ela já estava aberta, só que em outro lugar, era visto como medida de última instância só praticado em parturiente já mortas, ou prestes a morrer já que a cesárea as mataria de qualquer forma. Existe uma história sobre o nascimento de Júlio César ter sido pela via bárbara cirúrgica, e presume-se ser daí a origem do termo cesariana, mas o termo caedare cortar parece ser uma justificativa mais plausível.

Junta-se seis a meia dúzia: a medicalização do parto e os avanços da ciência, e tem-se uma sociedade cesarista. O homem finalmente conquistara aquele quinhão reservado à fêmea e agora podia ele mesmo tomar conta do serviço. Bastava, para isso, que a mulher se deitasse, se anestesiasse, e se deixasse cortar.
 
Existe uma falsa ilusão de que a cesariana é uma libertação da mulher das obrigatórias dores do parto. Dor essa, reza a lenda, que Deus presenteou Eva após o Pecado Original: "Multiplicarei as dores de tua gravidez, será na dor que vais parir os teus filhos", disse o bom velhinho. Que o parto é a dor mais excruciante que uma mulher jamais sentirá na vida, é consenso universal. Os filmes mostram, as novelas mostram, sua avó falou e você leu a respeito. Não parecem haver dúvidas de que parir é ajoelhar no milho, e a cesariana são joelheiras.


Isso se reflete na escolha de grande parte das mulheres pela via cirúrgica, já no início de sua primeira gravidez. Como poderia uma mulher que nunca sentiu sequer as dores do trabalho de parto saber que não aguentaria as dores do próprio? Senso comum. Louvemos a cesárea, e não só aqui no Brasil, mas como um fenômeno mundial que cresce a olhos vistos e torna-se um problema de saúde pública.

Mas vamos elucidar um pouco essa cirurgia tão banalizada. Wikipédia diz: “São sucessivamente abertos o tecido subcutâneo e a aponeurose dos músculos reto abdominais, separados os músculos na linha média e abertos os peritônio parietal, o peritônio visceral e a parede uterina.

O próximo tempo é a extração do feto, seguida da retirada da placenta e revisão da cavidade uterina. São então suturados os planos anteriormente incitados.” Contando: seis camadas. E esqueceram de mencionar o tecido cutâneo, a própria pele. Ainda soa agradável, se levarmos em consideração que a mulher estará anestesiada do pescoço para baixo.

Tendo em mente que a cesárea é uma cirurgia de grande porte, percebemos que ela não é a solução para a tão temida dor, mas sim um adiamento da mesma. Gostaria muito de ser apresentada a uma mulher que conseguiu passar pelo pós-operatório de uma cesariana sem doses cavalares de analgésico: eu apertaria sua mão com uma chave-inglesa para verificar o funcionamento de seu sistema nervoso.


Eu não sou contra a cesárea, não sou mesmo. Acho um procedimento médico muito importante quando necessário. E ele dificilmente é necessário. Mas ele agrada o sistema ao serializar os nascimentos, agrada aos homens, que participam mais do que a mulher em uma cesárea, e agrada a algumas mulheres, que podem procriar sem sentir dor.

E é esse último ponto que incomoda mais: a cesárea como uma opção de via de nascimento, e não como um procedimento médico de emergência. Estamos em um blogue feminista, e se eu estou escrevendo aqui, é porque obviamente defendo o direito da mulher ao próprio corpo. Defendo isso com unhas e dentes, tanto que defendo o aborto.


Enxergo como uma questão bem simples: se não quer parir, aborte. E quando eu falo parir, veja bem, eu estou falando do parto normal, vaginal, natural, o nome que você quiser dar (apesar de serem todos diferentes entre si). Quem pare é a mulher, e quem faz a cirurgia, ou a cesariana, é o médico. Parir, como uma questão linguística e sociocultural, é retomar algo que nos foi roubado pelo homem, ao avançarmos tanto em conquista pela emancipação.

Voltando à questão, existem vários motivos pelos quais uma mulher engravida: acidente, desejo e futilidade sendo um resumo básico da questão. Se foi por acidente, apesar de ser proibido por lei e um enorme tabu, o aborto ainda é uma opção arriscada, por não ser legalizada mas repetida à exaustão. Não abortou? Então deal with it: tem um bebê crescendo dentro de você e agora é ele quem escolhe a hora em que vai sair.

Se você optou por compartilhar seu corpo com o de outro ser e vejam bem: eu só começo a falar sobre o direito desse outro ser a partir do momento em que ele passou a ser uma escolha da mulher que o carrega você não tem o direito de escolher a hora em que ele vai nascer. Existe uma série de fatores biológicos que determinam isso, que convergem para o trabalho de parto e o parto em si.

Considero uma cesariana eletiva mais criminosa do que um aborto até porque nem vejo o aborto como crime. E a cesariana eletiva me intriga de sobremaneira: se você não arrancou esse feto quando ele ainda não estava pronto, por que é que o arrancaria antes do tempo anyway, só porque ele teoricamente já estaria apto a sobreviver?

Além de uma série de outras maneiras de aliviar as dores do parto, existe a anestesia, que evoluiu bastante desde o clorofórmio da Rainha Vitória. Claro que a anestesia traz consigo alguns percalços como a obrigatória posição de litotomia e consequente episiotomia (corte no períneo), mas dói menos. Se é a busca pelo direito de não sentir dor, a solução é a anestesia, não a cesariana.
 
E podemos entrar no mérito das histórias escabrosas que foram ouvidas da vizinha da tia-avó, sobre os absurdos oriundos de um parto normal malconduzido e/ou na saúde pública. Mas podemos também lembrar que a cesariana seriada é um fenômeno novo na medicina, e não parecem existir muitas pessoas dispostas a estudar os efeitos dela na população (talvez porque quem estude essas coisas sejam médicos, e a maioria dos médicos se beneficia da cultura cesarista).


Se lutamos por direitos da mulher, lutamos também pelo direito de parir. De parir, como um ato de protagonismo da mulher, de recuperação de seu matriarcado e de sua vagina. E essa é uma luta feminista também.

                                                               Quinta-feira, 27 de outubro de 2011





ARQUIVO/POSTAGEM: PROFESSOR/PESQUISADOR: NONNATO RIBEIRO
Material/Postagem: www (REDE MUNDIAL)

terça-feira, 11 de março de 2014

ESSA TAL DE CESARIANA

Documentário debate a realidade dos partos e o alto índice de cesarianas no Brasil


A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera aceitável um índice de até 15% de cesáreas.
Mas no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, esse índice chega a 52,2% – nos hospitais particulares salta para 90%.

Em 2010, quase 1,5 milhão de crianças nasceram de parto cesariano, contra 1,39 milhão de parto normal.

São crianças que vieram ao mundo por meio de uma grande cirurgia abdominal.
“Quando não tivermos mais nenhuma mulher parindo por via vaginal, por absoluta incompetência da nossa sociedade de lidar com esse fenômeno, talvez seja tarde demais”.


Esse é um dos alertas do documentário o Renascimento do Parto, com a participação especial do cientista francês Michel Odent, da antropóloga norte-americana Robbie Davis-Floyd, da parteira mexicana Naoli Vinaver, do ator e diretor de cinema Márcio Garcia e sua esposa, a nutricionista Andréa Santa Rosa.

Dirigido por Eduardo Chauvet, o filme foi finalizado no ano passado, mas ainda em fase de distribuição.
Mas você pode ver o trailer promocional, que traz argumentos suficientes para você pensar sobre o assunto.
                                                                                                  03.07.2013 Às 06:30


ARQUIVO/POSTAGEM: PROFESSOR/PESQUISADOR: NONNATO RIBEIRO
Material/Postagem: BLOG/WWW (REDE MUNDIAL)

O SONHO...


UM JEITO DE VIM AO MUNDO SEM QUE HAJA UM SOFRIMENTO A UMA PESSOA...
HUMANIZAR É PRECISO...

Sonhar com Nascimento / Parto

Sonhar com parto, nascimento. Sonho de dar à luz ou ver alguém dar à luz.

O sonho de dar à luz ou ver alguém dar à luz sugere que você está dando a luz a uma nova ideia ou projeto. Também representa uma nova atitude, começos frescos ou um grande evento. Alternativamente, o sonho pode estar chamando a atenção para a sua criança interior e do potencial para você crescer. Se você sonha que você está dando a luz a gêmeos, então representa ideias conflitantes. Se você dar à luz a quadrigêmeos em seu sonho, então isso implica que você está passando por uma transformação positiva que está fazendo você se sentir completo novamente. Uma interpretação mais direta desse sonho pode representar seus desejos / angústias de dar à luz ou a antecipação de um evento como esse para ocorrer.

Sonhar que você está dando à luz uma criatura não humana significa seu medo (e sem fundamento) esmagador na saúde do seu bebê. Você está muito preocupado de que seu bebê possa ter defeitos de nascença. Este tipo de sonho é comum em mulheres grávidas em seu segundo trimestre. Se você não está esperando, então ele se refere ao seu medo no resultado de alguma decisão ou projeto. Você está tentando superar as dificuldades em sua vida e alcançar o desenvolvimento interior.


Em particular, se você sonhar que você está dando a luz a um monstro, então isso implica que a sua energia interior criativo ainda tem que florescer e crescer em expressão. Você pode ter alguma hesitação em lançar este "monstro" por medo de que os outros vão te julgar ou que não vão aceitar seus ideais.


Sonhar que a mãe morre durante o parto representa a transformação. O sonho representa o fim de uma coisa (morte) e o novo começo de outra coisa (o nascimento). Você pode estar fazendo as mudanças de vida ou se livrar de seus velhos hábitos e formas.
Sonhar que a criança morre durante o parto sugere que você está tendo dificuldades para engravidar. Também pode refletir sua ansiedade sobre como cuidar de uma criança.


Sonhar com Cesariana

 Sonhar que você está tendo uma cesariana implica que você precisa de ajuda, a fim de obter a sua ideia ou projeto. Você não pode fazê-lo por si mesmo. Uma interpretação mais direta desse sonho pode representar suas ansiedades por ter que se submeter a uma cesariana na vida real.
                                                                                  Domingo, 31 de março de 2013



ARQUIVO/POSTAGEM: PROFESSOR/PESQUISADOR: NONNATO RIBEIRO.
Material/Postagem: Bolg/www (REDE MUNDIAL)

O MITO OU VERDADE!!!


UMA HISTÓRIA DOS GATOS NO PARTEJAR...

        Gatos fazem bem para mulheres durante a gravidez e o trabalho de parto

Outro dia, em uma conversa do Grupo de Gestantes do DCE-UNICEUB, começamos a falar sobre animais domésticos, sua presença durante o parto, e os cuidados que se devem tomar durante a gestação. Comecei então a pesquisar um pouco mais sobre isso, e encontrei algumas informações muito interessantes a respeito dos gatos, que gostaria de compartilhar com vocês.

Gatos convivem com os seres humanos há aproximadamente 9 mil anos. Há dois mil anos, no Antigo Egito, eram considerados como animais sagrados e úteis, de natureza mística e delicada, e venerados.
 
Uma gata-preta, com um brinco ou colar, ou uma mulher com cabeça de gato, representava a deusa Bastet, e simbolizava os poderes benéficos do Sol. Além de Bastet, Rá e Osíris, também deuses egípcios, eram ocasionalmente representados por figuras felinas. Bastet, a deusa-gata, era a protetora dos gatos, das mulheres, das crianças, da maternidade e da cura. Era a guardiã dos lares e a feroz defensora da prole, representante do amor maternal.

  

                               Imagem de uma mulher parindo de cócoras,
                                    amparada por duas divindades;
                                    Templo de Hathor de Dendera
                                 (304-30 BC; Museu Egípcio, Cairo).

Essa divindade também estava associada à Lua, e protegia os partos e as mulheres grávidas de doenças e da influência dos maus espíritos. Acreditava-se que os gatos possuíam a visão do outro mundo e que sua presença era benéfica, inclusive nos locais onde ocorriam os partos, pois eles afastavam os maus espíritos e convidavam a presença de divindades de bom augúrio.
No Antigo Egito, o gato era considerado um ser divino, de tal ordem que, se um deles morresse de morte natural, as pessoas da casa onde vivia raspavam as sobrancelhas em sinal de luto. No santuário de Bastet, em Bubástis, foram encontrados milhares de gatos mumificados, assim como inúmeras efígies de bronze, o que mostra a veneração a esse animal na cultura egípcia.

O gato é um símbolo que assumiu múltiplos significados entre as diferentes civilizações ao longo da história. Segundo a tradição celta, ele teria nove vidas. Posteriormente, durante a Idade Média, a sabedoria popular passou a atribuir-lhe sete vidas. Animal misterioso, associado aos poderes da lua, ao mundo da magia e às bruxas, sofreu perseguições nos países cristãos por ser considerado um enviado das trevas, uma encarnação do demônio.
 
Na Cabala e no budismo, a figura do gato representa a sabedoria, a prudência e a vivacidade.

A capacidade única dos gatos de ronronar foi, durante muito tempo, admirada e mistificada. Em diferentes culturas, atribuía-se ao ronronar dos gatos o poder de curar doenças, e até mesmo de aliviar a dor do trabalho de parto, pois ajudava a acalmar a mulher.
O gato foi utilizado em muitas culturas como mediador de cura espiritual, assim como os cristais, o que acabou reforçando sua associação com práticas de magia negra.
Na Europa do século XIV, a perseguição aos gatos atingiu seu auge quando foram injustamente acusados de propagar a peste bubônica e caçados até o limite da desaparição. Foi então que ocorreu a pandemia de peste bubônica na Europa (1347-1352). Quando descobriu-se que não eram os gatos, mas sim os ratos, que transmitiam a doença, os gatos passaram a ser mantidos por perto como seres de "utilidade pública" destinados a controlar a proliferação dos roedores, inclusive em navios, porém, sua reputação já estava feita e muitas pessoas sentiam um verdadeiro pavor infundado dessas criaturas.

A imagem pejorativa dos gatos nos acompanha até hoje. É possível observar claramente, sobretudo em desenhos animados infantis, como a imagem dos gatos como sendo seres traiçoeiros, interesseiros e maldosos persiste até hoje.


Muitas pessoas ainda repetem o velho refrão "gatos são interesseiros, só querem saber de comida; eles amam a casa e não o dono". Aqueles que convivem com gatos no cotidiano sabem que isso não é verdade: trata-se de uma criatura extremamente afetuosa, carinhosa e agradável.



O mito da Toxoplasmose:
Até recentemente, era comum as mulheres grávidas receberem ordens expressas de seus médicos para se livrarem de seus gatos de estimação. O motivo alegado é que gatos podem transmitir toxoplasmose, uma doença que pode provocar aborto ou má formação fetal. Hoje, sabe-se que isso não é verdade: é muito mais fácil uma grávida adquirir essa doença ao ingerir carnes mal cozidas ou verduras mal lavadas do que diretamente pelo seu gato.
 
Gatos são criaturas muito limpas: eles passam grande parte do dia se "lavando", e enterram suas fezes. Para que as fezes dos gatos contaminados possam transmitir a doença devem estar expostas ao tempo por mais de três dias, e a contaminação somente se dá pela ingestão dos oocistos formados depois desse período.



A possibilidade de transmissão para seres humanos pelo simples ato de tocar ou acariciar um gato, ou até mesmo através de arranhões e mordidas, é considerada mínima ou inexistente. Ou seja, não se previne toxoplasmose congênita eliminando o gato da vida da mulher grávida, mas sim tomando certos cuidados higiênicos adequados na ingestão dos alimentos e mantendo bons hábitos de higiene pessoais.
Recomenda-se que as mulheres grávidas abstenham-se de limpar a caixa de areia de seus gatos e evitem entrar em contato direto com suas fezes, delegando essa tarefa a outra pessoa.
 “Os olhos de um gato são janelas que nos permitem ver dentro de outro mundo."
Lenda Irlandesa
  *Fontes: Sobre Bebês e Gatos, Mitologia Egípcia, Magia Zen, Olhos de Bastet.



ARQUIVO/POSTAGEM: PROFESSOR/PESQUISADOR: NONNATO RIBEIRO.
Material/Postagem: Blog/www (REDE MUNDIAL).

COMO PARIR!!!

AS SITUAÇÕES AFINS QUE AS MULHERES ENCONTRAM-SE AO DAR LUZ NA HORA DO PARTEJAR.


"OS FATOS E DIREITOS QUE ACONTECEM NO MOMENTO VISLUMBRANDO O NASCIMENTO E A VIDA; JUNTO AO PARTEJAR OCORRE INÚMERAS SITUAÇÕES PARA UMA BOA HUMANIZAÇÃO"... Nonnato Ribeiro.


                Mulher da TRIBO INDÍGENA da INDONÉSIA “PAPUA” dando luz a...

 
                Dicas para a participação ativa do pai durante a gravidez:

Participe do pré-natal: Acompanhe sua companheira em todas as consultas e exames possíveis. Não perca a oportunidade de ouvir o coração de seu filho ou de vê-lo na ultrassonografia, estas experiências vão tornar a paternidade mais presente durante a gravidez. Participe de reuniões de grupos de gestantes e cursos de preparação para o parto. Não tenha receio de esclarecer suas dúvidas e posicionar-se como um pai presente e participativo.

Mantenha a vida sexual: Não há contraindicação em manter relações sexuais durante a gravidez, a não ser que expressamente orientado pelo médico, em situações de risco. É comum que ocorra uma diminuição do seu apetite sexual ou dela. Não se afaste, mesmo que não haja relação sexual, pode haver momentos de extrema sensualidade muito satisfatórios e enriquecedores, propiciando novas descobertas e aumentando os laços de confiança e intimidade que serão fundamentais para sua participação no parto.

Contrações regulares de 5 em 5 minutos. O trabalho de parto começou. E agora?

Mantenha a calma: Cancele os compromissos, organize a casa, releia o plano de parto e avise a equipe. Esteja presente durante todo o tempo. Claro que você pode sair para ir ao banheiro ou tomar um ar lá fora, mas volte logo, não deixe sua companheira sozinha. Apenas sua presença, seu toque, seu colo já será de grande ajuda. Conte com a Doula para esclarecer dúvidas e orientar suas atitudes.

Monitore as contrações: Anote o horário do início do trabalho de parto. Será muito útil saber a frequência das contrações para determinar a hora da internação. Leve-a sozinho para a maternidade. Você se sentirá mais a vontade e ela também. Avise a família somente quando o bebê estiver quase nascendo, evitando os palpites e a ansiedade da família, sem impedir que participe da alegria do nascimento.

Seja carinhoso: Diga palavras carinhosas de amor e admiração, fale baixinho em seu ouvido. Abuse da intimidade que vocês têm para os carinhos, os abraços e beijos. Seja motivador e elogie os progressos, evite criticar ou mostrar-se impaciente com a demora do processo.
 

Ajude-a se movimentar: durante o trabalho de parto ela deverá caminhar e mudar de posição várias vezes. Pelo tamanho da barriga, inchaço e cansaço, muitas vezes os movimentos será mais lentos e difíceis. Ofereça apoio e força para que ela esteja ativa, mas também para que ela descanse em seu colo. Veja alguns exemplos de movimentos e exercícios:


Faça massagens: durante as contrações, massagens da região mais baixa das costas ajudam a aliviar a dor. Faça movimentos circulares, ajuste a velocidade e a intensidade de acordo com o desejo dela. Entre as contrações descanse você também, ou massageie os ombros, nuca, braços, com o objetivo de aliviar a tensão muscular. A Doula poderá ensinar outros exercícios e movimentos favoráveis ao trabalho de parto.

Ofereça alimentos e líquidos: é importante garantir que a mulher não se desidrate durante o trabalho de parto. Esteja atento para manter um suco ou água sempre à mão, alimentos fáceis de digerir como frutas secas ou frescas, gelatina e balas também são uma boa alternativa, pois garantem suporte calórico em um período de grande gasto de energia.


 
Fotografar e filmar: Preocupe-se em carregar a máquina fotográfica e faça o registro deste momento de vocês. Cuidado com a exposição de partes íntimas, combine antes o que será indiscreto ou desconfortável para ela.

Participe na hora do nascimento: Nos textos e vídeos sobre parto humanizado, é comum a participação do pai ao cortar o cordão umbilical, pegar no colo e dar banho. Porém, muitos homens não se sentem seguros para isso. Vale também a mesma dica: converse, planeje, reflita e respeite seus limites. Pense que será muito especial sua participação neste momento tão simbólico, que ficará guardado para sempre na sua memória.

Após o parto: Esteja disponível para ajudar nas madrugadas, ajude-a a cochilar durante o dia, mantenha a casa organizada e silenciosa, limite as visitas à mãe a ao bebê. Essas atitudes trarão conforto físico, disposição e bom humor para ela no pós-parto. Programe-se para estar com ela e o bebê nas primeiras semanas, se possível aproveite a licença-paternidade e as férias. O primeiro mês é especialmente cansativo e um pai dedicado faz uma enorme diferença.

Ajude na amamentação: Você ajudará muito durante a amamentação se trouxer água e alimentos para a mamãe e permitir que ela durma sempre que possível. A privação de sono dificulta a produção de leite e provoca dores e irritação. Não leve para casa latas de leite, mamadeiras, chupetas, bicos de silicone, cigarros e bebidas alcoólicas.

 
ARQUIVO/POSTAGEM: PROFESSOR/PESQUISADOR: Nonnato Ribeiro.
Material produzido: Blog de imagens/Internet www (rede mundial).